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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A corrida nossa de cada dia


O retorno à animação das passadas ligeiras, o reencontro do coração tocando a garganta por alguns segundos e o GPS registrando medidas sub 4’/km... Que alegria!
Ainda sob o efeito da longa jornada recente, saí na melhor companhia, parceira nos quilômetros e na vida, disposto a atirar-me em alguns intervalados para relembrar às pernas resquícios do ritmo de outros carnavais.
Satisfeito e realizado, concluí o proposto: oito tirinhos de mil metros, suficientes para derreter sob o animado sol de Curitiba 2014.
Então, reencontrei minha amada, que fez seu regenerativo, e retornamos juntos, em passeio animado.
Quase ao final do trajeto, o belo casal Rodolfo e Marisa passaram por nós e buzinaram um incentivo, assim como o amigo Alex. Na mesma passada, uma ambulância também buzinou para conferir nossa sanidade diante da caldeira desta manhã.
Com satisfação, amizade, segurança e muito amor, está escrita outra página de vida na nossa corrida cotidiana.
Anime-se você também!
Beijos, minha linda.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Treino suado


Estou numa praia deserta com a minha linda, de papo pro ar. Vários dias para desfrutar e descansar, sem compromissos, curtindo a vida adoidado, com muito dinheiro no bolso e uma folga geral, sem planilhas, morros, tiros, pistas, grama, lama, alongamento... Ah, que delícia!
Triiiiim!!!!!! Chega de sonhar! Já são 5 da manhã, hora de treinar!
Estive ausente das publicações nestes últimos dias em função do pouco tempo disponível. Porém, muito presente nos treinos madrugueiros, principalmente no Parque Barigui, onde tenho feito a maioria deles.
São belíssimas imagens do sol nascendo, da garoa fina, das poças, das inundações: tudo contribui para a conclusão de uma série de 6 dias de treinos pesados, os quais tive que encarar.
Hoje, posso dizer que fiz um treino classe A, pois encontrei três amigos tipo A no parque: Adcley, Alex e Artico (grande abraço a todos).
Como é bom encontrar rostos conhecidos, quando, na corrida, a maioria dos treinos são solitários.
Descrevo rapidamente as últimas pelejas.
Dia 9 (sábado) – 16 km em trote solto – fiz 8 km com a minha linda (é um grande prazer corrermos juntos) e 8 km sozinho, ritmo de 3'57"/km em média.
Dia 10 (domingo) – treino intervalado, 6 x 1 km + 2 x 2 km, em ritmo médio de 3'18"/km, e 8 km de trote.
Dia 11 (segunda) – na planilha, estava previsto um treino de 10 km. Infelizmente, não consegui tempo para correr. Matei um treino.
Dia 12 (terça) – a programação era semelhante à de domingo, porém, não foi possível cumpri-la. Cheguei ao parque próximo das 6h, as pernas estavam cansadas, o humor alterado, o corpo estranho, enfim, entendi que não conseguiria treinar forte. Compreendo que todos temos dias em que é preciso repensar, recuar e mudar os planos. Ninguém conhece melhor o próprio corpo do que nós mesmos. Para não voltar para casa sem fazer nada, rodei 20 km no ritmo de 3'57"/km.
Dia 13 (quarta) – fiz os tiros planejados para o dia anterior, 7 x 1 km + 2 x 2 km, em ritmo médio de 3'19"/km, e 8 km de trote.
Dia 14 (quinta) – 20 km em ritmo médio, ou seja, 3'43"/km.
Quando meu técnico batizou este treino de "ou vai ou racha", ele não estava para brincadeira.
Com garra, com força e com fé, cheguei até aqui. Muito já foi feito e ainda há muito por fazer. Procuro pensar em um treino de cada vez, de olho no alvo, até ultrapassar a linha de chegada com os braços abertos e o sorriso largo.
Beijos, minha linda.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Trote regenerativo

Sem tempo para continuar reclamando, sigo a planilha.
O sol ainda não tinha aparecido e o orvalho da madrugada encharcava a grama macia na linda capital ecológica do Brasil.
Eram 5h32 e o clima estava ótimo para uma corrida. Lá fui eu cumprir os 16 km planejados. Então, um trote regenerativo, ou nem tanto, pois o pace foi de 4'08"/km.
Sem chance para mais nada, seguiu-se a correria. Às 7h, estava na aula de Pilates e, às 8h30, registrei a minha entrada na empresa, para iniciar outro dia de trabalho.
Mais um dia comum na vida de um atleta que almeja grandes resultados no esporte. Outro passo concluído. E a cada dia, mais próximo do momento da largada.
Beijos, minha linda.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Faltam 59 dias para os 50 km de Rio Grande. Até agora são 225 km rodados

Iniciei nesta semana o treino específico para os 50 km de Rio Grande.
O treino é inovador e ousado, tanto que o Tchê o batizou de "ou vai ou racha". A ideia é reduzir os intervalos de descanso e levar o corpo à fadiga extrema – o que exige cuidados especiais com alimentação e sono.
Na terça-feira, comecei com tudo. Treinei somente no início da noite, lá pelas 20h. Foram 15 km de subidas íngremes. Corri nas redondezas do Campo Comprido, enfrentando longas subidas, dignas de treinos para a Corrida da Graciosa.
As pernas pareciam ter tijolos amarrados a elas, não se elevavam muito no início do treino. Depois, com o movimento das passadas, o motor foi aquecendo e ficou tudo bem. O ritmo se manteve uniforme e cheguei ao final do treino com um bom tempo, finalizando o percurso em 54 minutos.
Treino de ritmo em trajeto com subidas é duplamente complicado, pois, além de ter que manter um ritmo acelerado, a altimetria exige esforço adicional. O batimento cardíaco sobe fácil e o jeito é aguentar a pressão e olhar fixamente para o alvo, com a obstinação de quem sabe onde quer chegar.
Terminei o treino cerca de 21h10 e fui dormir por volta de meia-noite, depois de jantar espaguete a bolonhesa e legumes.
Hoje, às 5h23, dei a largada para outro treino, 16 km regenerativos. Este treino foi moderado mesmo, as pernas lembravam nitidamente do exercício de algumas horas antes.
Graças a Deus, finalizei outro treino no ritmo planejado: 3’55’’/km.
A fadiga, então, tentou tomar conta de mim, mas não havia tempo para descanso! Um banho rápido, um lanchinho preparado carinhosamente pela adorável e atenciosa companheira de todas as horas e saí na correria para uma aula de Pilates, ou seja, mais treino. Depois disso, outro dia de trabalho, que já prometia ser puxado.
Nesta semana, independente dos festejos natalinos, levantarei poeira na bela cidade da Lapa.
Dois primeiros passos desta longa caminhada já foram dados. O pensamento é um só: sempre em frente, rumo ao objetivo.
Beijos, minha linda.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Final de semana na atividade


O fim de semana foi de treino puxado. No sábado, um belo dia de sol, estava previsto um treino médio de 18 km, que iniciei às 8h40 no Parque Barigui.
Apesar do cansaço da semana, consegui segurar um ritmo bom e fechei o treino em 1h03min. Não foi nada fácil, mas quem disse que seria.
Ainda nesse dia, aconteceu o café de confraternização da Trainer Assessoria, lá mesmo no parque. Cada membro da equipe levou um lanchinho e fizemos um grande piquenique. Após o treino suado, foi uma bela recompensa comer tortas, bolos, frutas e tomar sucos deliciosos.
Quem participou do piquenique também foi a Amora, minha cachorrinha e da Vivi. Estava toda animada para conhecer o parque e, como esperado, adorou, brincou e correu muito – sim, ela é uma corredora.
Já no domingo, conforme as previsões, o dia começou lindo, com o sol brilhando forte desde os primeiros momentos da manhã.
Como também não poderia deixar de ser, mais um treino me aguardava, pois, já cantou Cazuza, "o tempo não para".
Levantar da cama é uma vitória, deixar o leito confortável e a companhia agradável da mulher amada, trocar o abraço gostoso das manhãs preguiçosas de domingo pela dureza do asfalto negro, pela irregularidade e maciez da grama molhada e sentir o suor escorrendo pelo rosto durante as subidas e descidas, no caminho até o parque.
Para firmar essa troca, só mesmo olhando fixamente em direção ao alvo, de outra forma, a tendência é desistir.
Contudo, finalizei mais um treino: 17 km no ritmo de 4'15"/km, treino leve em comparação com o que já foi feito até aqui. O batimento cardíaco foi de 145 bpm. Corri na grama do Parque Barigui, que, nos ensolarados dias de domingo, fica ainda mais belo.
Claro, o treino teve seu tempero. Lá pelo km 14, um pouco antes de sair do parque rumo à Praça do Japão, ponto final do percurso, pisei numa raiz de árvore e torci completamente o pé direito. Estava distraído, olhando para frente, pensando na vida e, de repente, aquela dor, uma fisgada quase rompedora de ligamentos. Porém, graças a Deus, consegui continuar correndo e, aos poucos, a dor foi se extirpando, então, concluí o treino. Quando cheguei em casa, coloquei gelo no pé e ele já está melhor; foi apenas um susto.
A cena mais interessante do treino de domingo foi a de um belo cão, um pit bull preto, que corria alegremente ao lado do seu dono. Até aí nada demais. Porém, o cão corria sobre a mureta de proteção de uma das pontes do Parque Barigüi, que tem no máximo 20 cm de largura. O cão não parecia nem um pouco “preocupado” com a possibilidade de cair na pequena cachoeira abaixo da ponte e passava incólume pelo estreito local.
Nesta segunda-feira, não há treino. É dia de merecido descanso para recarregar as baterias. Mas a semana promete!
Beijos, minha linda.