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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A corrida nossa de cada dia


O retorno à animação das passadas ligeiras, o reencontro do coração tocando a garganta por alguns segundos e o GPS registrando medidas sub 4’/km... Que alegria!
Ainda sob o efeito da longa jornada recente, saí na melhor companhia, parceira nos quilômetros e na vida, disposto a atirar-me em alguns intervalados para relembrar às pernas resquícios do ritmo de outros carnavais.
Satisfeito e realizado, concluí o proposto: oito tirinhos de mil metros, suficientes para derreter sob o animado sol de Curitiba 2014.
Então, reencontrei minha amada, que fez seu regenerativo, e retornamos juntos, em passeio animado.
Quase ao final do trajeto, o belo casal Rodolfo e Marisa passaram por nós e buzinaram um incentivo, assim como o amigo Alex. Na mesma passada, uma ambulância também buzinou para conferir nossa sanidade diante da caldeira desta manhã.
Com satisfação, amizade, segurança e muito amor, está escrita outra página de vida na nossa corrida cotidiana.
Anime-se você também!
Beijos, minha linda.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A névoa brotava do lago que parecia um caldeirão.



Os 7º C indicados pelo termômetro não foram obstáculo para os frequentadores do gelado Parque Barigui (pelo menos nesta manhã).
Cheguei ao parque e fui cumprindo minha missão do dia, vencendo um a um os catorze tirinhos de mil metros, com intervalos de 60 segundos.
Mesmo nesta fase de longas distâncias, é preciso manter um pouco de dignidade no ritmo das passadas, então, a solução é atirar-se nos intervalados.
Suportar o vento gelado no rosto foi quase tão sofrido quanto o trabalho das pernas para manter o ritmo pretendido. O ar frio que entrava pelos pulmões me enrouqueceu a voz.
Lá pelas 7h30, o sol já brilhava, espalhando a neblina e me permitindo desdobrar uma das mangas da blusa de lã.
Findado mais um bom treino com nível de esforço e objetivo alcançados, segui para casa, programando uma breve reconstituição e, então, a sequência do dia de trabalho. No caminho, uma visão me motivou um largo sorriso: minha linda, elegantemente vestida com sua camiseta Nike pink, seguia sorridente no sentido contrário, em direção ao parque, para iniciar seu treino do dia.
É a vida corrida aquecendo mais uma manhã que começa cinza e segue lindamente ensolarada.
Beijos, minha linda.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Queijo, geleia, carinho e muito suor


Parei! Não tive escolha, afinal era um caminhão. Estava embalado, faltavam apenas 240 metros para o final do treino, quando, de súbito, um caminhão cruzou a minha frente. Até sinalizei para que me desse a preferência, porém, em vão. O motorista preferiu aproveitar a trégua do fluxo de veículos e avançar a dar a vez para um maluco, ensopado, que corria desenfreadamente em direção à esquina. Tive que frear, pois uma colisão iria doer bem mais em mim do que nele. Apesar do susto, consegui retomar a passada e manter um bom ritmo no final do último tiro.
Foram três voltas de 5 km, feitas na hora do almoço em um percurso próximo da empresa, um asfaltinho plano, bom de correr, onde treino eventualmente em dias de rodagem em dois períodos.
O ritmo foi forte, média de 3’28’’/km. Os três minutinhos do intervalo mal davam para recuperar o fôlego e retomar a correria.
Então, era hora de voltar à empresa, afinal, tinha uma mesa cheia de trabalhos urgentes aguardando solução. Entre uma teclada e outra, belisquei um delicioso sanduíche que a minha linda preparou, com muito carinho, um pouco de queijo, peito de peru e geleia.
Que marrrraaaviiilha! Obrigado, meu amor.
No final da tarde, a planilha ordenava outros 14 km em ritmo médio. Já no início do treino, as pernas cansadas lembravam nitidamente da peleja de poucas horas antes, mas fazer o quê? Um dia já ouvi “o treino é para ser feito e não para ser pensado”. Então, em momentos de menor entusiasmo, uso isso como mola propulsora e, quando me dou conta e começo a pensar, já estou na metade do treino, hehehe.
O ritmo novamente foi bom e ficou próximo de 3’34’’/km.
Graças a Deus, mais uma etapa importante foi vencida. E falta, agora, pouco mais de um mês para a Supermaratona.
Beijos, minha linda.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Treino suado


Estou numa praia deserta com a minha linda, de papo pro ar. Vários dias para desfrutar e descansar, sem compromissos, curtindo a vida adoidado, com muito dinheiro no bolso e uma folga geral, sem planilhas, morros, tiros, pistas, grama, lama, alongamento... Ah, que delícia!
Triiiiim!!!!!! Chega de sonhar! Já são 5 da manhã, hora de treinar!
Estive ausente das publicações nestes últimos dias em função do pouco tempo disponível. Porém, muito presente nos treinos madrugueiros, principalmente no Parque Barigui, onde tenho feito a maioria deles.
São belíssimas imagens do sol nascendo, da garoa fina, das poças, das inundações: tudo contribui para a conclusão de uma série de 6 dias de treinos pesados, os quais tive que encarar.
Hoje, posso dizer que fiz um treino classe A, pois encontrei três amigos tipo A no parque: Adcley, Alex e Artico (grande abraço a todos).
Como é bom encontrar rostos conhecidos, quando, na corrida, a maioria dos treinos são solitários.
Descrevo rapidamente as últimas pelejas.
Dia 9 (sábado) – 16 km em trote solto – fiz 8 km com a minha linda (é um grande prazer corrermos juntos) e 8 km sozinho, ritmo de 3'57"/km em média.
Dia 10 (domingo) – treino intervalado, 6 x 1 km + 2 x 2 km, em ritmo médio de 3'18"/km, e 8 km de trote.
Dia 11 (segunda) – na planilha, estava previsto um treino de 10 km. Infelizmente, não consegui tempo para correr. Matei um treino.
Dia 12 (terça) – a programação era semelhante à de domingo, porém, não foi possível cumpri-la. Cheguei ao parque próximo das 6h, as pernas estavam cansadas, o humor alterado, o corpo estranho, enfim, entendi que não conseguiria treinar forte. Compreendo que todos temos dias em que é preciso repensar, recuar e mudar os planos. Ninguém conhece melhor o próprio corpo do que nós mesmos. Para não voltar para casa sem fazer nada, rodei 20 km no ritmo de 3'57"/km.
Dia 13 (quarta) – fiz os tiros planejados para o dia anterior, 7 x 1 km + 2 x 2 km, em ritmo médio de 3'19"/km, e 8 km de trote.
Dia 14 (quinta) – 20 km em ritmo médio, ou seja, 3'43"/km.
Quando meu técnico batizou este treino de "ou vai ou racha", ele não estava para brincadeira.
Com garra, com força e com fé, cheguei até aqui. Muito já foi feito e ainda há muito por fazer. Procuro pensar em um treino de cada vez, de olho no alvo, até ultrapassar a linha de chegada com os braços abertos e o sorriso largo.
Beijos, minha linda.