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terça-feira, 7 de maio de 2013

A névoa brotava do lago que parecia um caldeirão.



Os 7º C indicados pelo termômetro não foram obstáculo para os frequentadores do gelado Parque Barigui (pelo menos nesta manhã).
Cheguei ao parque e fui cumprindo minha missão do dia, vencendo um a um os catorze tirinhos de mil metros, com intervalos de 60 segundos.
Mesmo nesta fase de longas distâncias, é preciso manter um pouco de dignidade no ritmo das passadas, então, a solução é atirar-se nos intervalados.
Suportar o vento gelado no rosto foi quase tão sofrido quanto o trabalho das pernas para manter o ritmo pretendido. O ar frio que entrava pelos pulmões me enrouqueceu a voz.
Lá pelas 7h30, o sol já brilhava, espalhando a neblina e me permitindo desdobrar uma das mangas da blusa de lã.
Findado mais um bom treino com nível de esforço e objetivo alcançados, segui para casa, programando uma breve reconstituição e, então, a sequência do dia de trabalho. No caminho, uma visão me motivou um largo sorriso: minha linda, elegantemente vestida com sua camiseta Nike pink, seguia sorridente no sentido contrário, em direção ao parque, para iniciar seu treino do dia.
É a vida corrida aquecendo mais uma manhã que começa cinza e segue lindamente ensolarada.
Beijos, minha linda.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Treino até em cima de água

Seu belo braço se esticou em minha direção, repetindo o gesto generoso que me dedicou nas outras voltas. A mão segurava firme um pequeno copo com deliciosa água mineral geladinha e também trazia entre os dedos um envelope de carboidrato em gel, sabor chocolate, o meu preferido. No seu rosto, podia ver uma expressão cortês, típica de quem, com amor e cuidado, oferece algo a um sedento.
Era, então, minha quarta volta no alagado Parque Barigui, que, naquela manhã de sábado nublado, exigia ainda mais esforço dos corredores e passantes que se aventuravam em circular pelas suas ciclovias, invadidas pelas águas do lago.




Em alguns trechos, tive que correr pelas ruas do entorno do parque; em outros trechos, inevitavelmente, atravessei um pequeno riacho que se formou na pista e cobria os pés e alcançava a canela, nos quais, consequentemente, havia muita lama escorregadia.
Foi um treino muito bom. Recebi o apoio da minha companheira de sempre, nos treinos e na vida, me entregando água, carboidrato e muito carinho, e, também, o clima ajudou, a manhã nublada deixou tudo menos difícil.
A meta era uma pirâmide decrescente de ritmos, como tenho feito normalmente, que ficou assim:
10 km – 36min20s – 3min38s/km
20 km – 1h11min27s (10 km em 35min07s) – 3min30s/km
30 km – 1h46min57s (10 km em 35min30s) – 3min32s/km
35 km – 2h05min02s (5 km em 18min05s) – 3min36s/km
O resultado final não foi exatamente o que havia sido planejado, porém, em função das dificuldades adicionais que se apresentaram, o treino foi bastante satisfatório.
Agora, cada vez mais próximo do momento da largada, este treino serviu para atribuir mais confiança, para indicar que estou no caminho certo, mas que é necessária ainda mais atenção a outros pontos do treinamento, como alimentação, alongamento, sono e descanso, pois uma prova se decide nos detalhes.
Graças a Deus, em mais uma bela manhã curitibana, tive saúde, fôlego e muito apoio para cumprir mais uma etapa importante do treino rumo aos 50 km.
Beijos, minha linda.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Cenas de um parque



Quando apoiei o MP no seu treino de 26 km, aproveitei para, nos breves intervalos entre água, gel de carboidrato, água de coco e fotos do próprio atleta, observar os passantes e tirar fotos da paisagem do Parque Barigüi.



Entre árvores, flores, patos e pipas clicados ao acaso (ou nem tanto), a cena mais interessante foi a que pedi para ser posada.





Depois de ouvir o que disse a corredora da próxima imagem, não resisti e pedi para tirar uma foto dela e do seu irmão numa breve corrida.
Minutos antes, enquanto correu alguns metros, a pequenina levantou a camiseta, mostrou sua barriga e disse: “olhe, estou perdendo quilos”.



Afinal, correr é também – e sobretudo – imaginar e desejar...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Domingo, 26 km: o bicho pegou!

Como programado na planilha, teria que percorrer 26 km em terreno plano, a fim de tentar reproduzir, em parte, a situação que se dará em Rio Grande, afinal, a supermaratona é quase totalmente plana. Dessa forma, o segredo é desenvolver um ritmo constante em todo o percurso e isso deve ser treinado.
O clima em Curitiba estava ótimo para uma corridinha, céu meio nublado, temperatura de aproximadamente 20º C.
O local escolhido para o treino foi o belo Parque Barigui.


Tinha tudo para ser um treino duro, porém tranquilo, pois a solicitação era de ritmo entre 3’35’’ e 3’45’’/km.
Ocorre que, há duas semanas, estou treinando diariamente – não tive um dia de folga sequer – e o cansaço muscular pegou mesmo. Era difícil levantar as pernas a cada passada. Mas lá fui eu.


Para atingir a quilometragem do treino, eram necessárias 7,95 voltas na ciclovia do parque.
A cada volta, me arrebatava uma grande vontade de parar, de dar uma respirada e o tempo por volta ia aumentando. Foi uma guerra mesmo!
Minha fiel companheira de todas as horas, a Vivi, estava no apoio, me entregando água a cada volta e gel a cada 10 km. Foi uma grande motivação para que não desistisse também.
Outra fonte de energia reserva, além do gel de carboidrato e da presença da minha adorável parceira, foi a autossugestão. Procurei mentalizar, a todo momento, que teria de suportar o treino, mesmo com ritmo aquém do projetado – em alguns pontos cheguei a correr a 4’/km –, pois tenho como alvo uma prova de 50 km e, apesar do cansaço acumulado, era mister que finalizasse o percurso. Precisei travar uma verdadeira batalha entre corpo e mente.


Também procurei lembrar que, em momentos de grande superação em treinos, é conquistado importante condicionamento na preparação física e psicológica para a prova.
Por fim, graças a Deus e também ao apoio recebido, completei o treino em 1h36min34s, ritmo médio de 3'42"/km.
E mais um importante passo foi dado. Não tem sido fácil, mas quem disse que seria.
Foi mais um belo dia no Parque Barigui com temperos de sofrimento, superação e belezas naturais.


Vamos em frente, a caminhada prossegue.
Beijos, minha linda.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Final de semana na atividade


O fim de semana foi de treino puxado. No sábado, um belo dia de sol, estava previsto um treino médio de 18 km, que iniciei às 8h40 no Parque Barigui.
Apesar do cansaço da semana, consegui segurar um ritmo bom e fechei o treino em 1h03min. Não foi nada fácil, mas quem disse que seria.
Ainda nesse dia, aconteceu o café de confraternização da Trainer Assessoria, lá mesmo no parque. Cada membro da equipe levou um lanchinho e fizemos um grande piquenique. Após o treino suado, foi uma bela recompensa comer tortas, bolos, frutas e tomar sucos deliciosos.
Quem participou do piquenique também foi a Amora, minha cachorrinha e da Vivi. Estava toda animada para conhecer o parque e, como esperado, adorou, brincou e correu muito – sim, ela é uma corredora.
Já no domingo, conforme as previsões, o dia começou lindo, com o sol brilhando forte desde os primeiros momentos da manhã.
Como também não poderia deixar de ser, mais um treino me aguardava, pois, já cantou Cazuza, "o tempo não para".
Levantar da cama é uma vitória, deixar o leito confortável e a companhia agradável da mulher amada, trocar o abraço gostoso das manhãs preguiçosas de domingo pela dureza do asfalto negro, pela irregularidade e maciez da grama molhada e sentir o suor escorrendo pelo rosto durante as subidas e descidas, no caminho até o parque.
Para firmar essa troca, só mesmo olhando fixamente em direção ao alvo, de outra forma, a tendência é desistir.
Contudo, finalizei mais um treino: 17 km no ritmo de 4'15"/km, treino leve em comparação com o que já foi feito até aqui. O batimento cardíaco foi de 145 bpm. Corri na grama do Parque Barigui, que, nos ensolarados dias de domingo, fica ainda mais belo.
Claro, o treino teve seu tempero. Lá pelo km 14, um pouco antes de sair do parque rumo à Praça do Japão, ponto final do percurso, pisei numa raiz de árvore e torci completamente o pé direito. Estava distraído, olhando para frente, pensando na vida e, de repente, aquela dor, uma fisgada quase rompedora de ligamentos. Porém, graças a Deus, consegui continuar correndo e, aos poucos, a dor foi se extirpando, então, concluí o treino. Quando cheguei em casa, coloquei gelo no pé e ele já está melhor; foi apenas um susto.
A cena mais interessante do treino de domingo foi a de um belo cão, um pit bull preto, que corria alegremente ao lado do seu dono. Até aí nada demais. Porém, o cão corria sobre a mureta de proteção de uma das pontes do Parque Barigüi, que tem no máximo 20 cm de largura. O cão não parecia nem um pouco “preocupado” com a possibilidade de cair na pequena cachoeira abaixo da ponte e passava incólume pelo estreito local.
Nesta segunda-feira, não há treino. É dia de merecido descanso para recarregar as baterias. Mas a semana promete!
Beijos, minha linda.